A patrimonialização do Cais do Valongo e a política do Estado brasileiro sobre memória da escravidão

Foto: Taís Brito
Esta pesquisa integra as atividades como bolsista de Iniciação Científica da Faperj do projeto “Fluxo e Narrativas de Memórias Sensíveis”. O Sítio Arqueológico Cais do Valongo contempla um dos diversos lugares de memória da diáspora africana, sendo a manifestação material do tráfico transatlântico. O objetivo é analisar e examinar como o Estado (federal, estadual, municipal) se mobilizou para reconhecer, proteger, inscrever o Cais do Valongo como Patrimônio Mundial vinculado ao patrimônio histórico-cultural afro-brasileiro. A pesquisa se encarregará de responder questões como: Quais foram os atores envolvidos? Quais tensões ocorreram entre diferentes visões (governo, comunidades afrodescendentes, museus, turistas)? Quais os marcos legais e institucionais? Como resultado, pretende-se compreender como o processo de patrimonialização do Cais se constituiu enquanto um campo de disputas e negociações acerca da memória afrodiaspórica, evidenciando os diferentes sentidos atribuídos ao espaço.
